O ano de 2025 marca o centenário de falecimento de Juan Vucetich Kovacevich, cientista e policial naturalizado argentino que revolucionou o mundo com o desenvolvimento de um sistema de classificação e arquivamento de impressões digitais. Sua contribuição transformou para sempre os métodos de identificação pessoal, com influência decisiva em todo o mundo – especialmente na América Latina, por meio de nomes como Félix Pacheco, responsável pela criação do primeiro Gabinete de Identificação no Brasil.
Para celebrar esse legado, a ABRAPOL (Associação Brasileira dos Papiloscopistas Policiais Federais) promove, em parceria com a Polícia Federal, o Museu Policial da Província de Buenos Aires e diversas instituições públicas, a Exposição Itinerante “Ciência & Arte – Centenário Vucetich”.
A mostra conta com uma obra artística inédita, retratando o encontro simbólico entre Vucetich e Félix Pacheco. A pintura será exibida em várias unidades da Polícia Federal até ser entregue oficialmente à Argentina ao final da jornada, em gesto simbólico de reconhecimento histórico.
Cronograma da Exposição:
19 a 23 de maio – Superintendência Regional de Goiás (SRGO)
26 a 30 de maio – DPF/Anápolis (ANS)
02 a 06 de junho – Edifício Sede da Polícia Federal
09 a 13 de junho – Instituto Nacional de Identificação (INI)
16 a 20 de junho – Em trânsito
23 a 27 de julho – Foz do Iguaçu
Idealização e execução com talento brasileiro
A ideia da exposição nasceu em 2024, durante visita ao Museu Vucetich, na Argentina, pelo Papiloscopista Policial Federal Gabriel Ângelo da Silva Gomes, um dos principais pesquisadores da área de Identificação Humana no Brasil. Graduado em Ciências Náuticas, com especialização pela ANP/PF e mestrado na UnB, Gabriel já atuou como coautor em estudos técnicos e históricos sobre a Papiloscopia e é referência nacional no tema.
O talento artístico da exposição veio pelas mãos do PPF Thiago Nunes de Sousa, formado pela ANP/PF em 2012 e especialista em Comparação Facial. Além de papiloscopista, Thiago é hiper-realista autodidata e voluntariou-se entusiasticamente para pintar a tela do projeto.
União de nações pela ciência da identificação
A exposição é mais que uma homenagem — é uma ponte simbólica entre Brasil e Argentina, resgatando a história da Papiloscopia e enaltecendo o valor de seus pioneiros. Um projeto construído por papiloscopistas, para papiloscopistas, que une ciência, arte e serviço público.
“A ABRAPOL parabeniza e agradece os colegas envolvidos e convida os associados, colegas em geral e colaboradores da Polícia Federal para que prestigiem a exposição nas unidades previstas.“ (PPF Régis – Presidente da ABRAPOL)