Maceió (AL) – A Polícia Federal em Alagoas deflagrou a Operação Disgrafia, que desarticulou um esquema de envio de drogas pelos Correios entre São Paulo e Arapiraca. O trabalho pericial dos Papiloscopistas Policiais Federais foi fundamental para a elucidação do caso, garantindo a identificação de suspeitos a partir de fragmentos de impressões digitais encontrados nas embalagens utilizadas pelo grupo criminoso.
Dois laudos de perícia papiloscópica foram determinantes para o avanço das investigações. O Laudo nº 094/2024 identificou oito fragmentos de impressões digitais em caixas, vasos de plantas e papéis de remessa. Após processamento pelo Sistema Automatizado de Identificação Biométrica (ABIS) da Polícia Federal, um dos fragmentos foi individualizado como pertencente a M.V.R.B., a partir da comparação com o dedo médio da mão direita do suspeito.
Já o Laudo nº 041/2024 examinou outros objetos, como baldes infantis e papel pardo, localizando nove fragmentos papilares. Dois deles apresentaram condições técnicas para confronto, sendo individualizados como pertencentes ao dedo indicador esquerdo e ao polegar direito de J.B.A., reforçando as provas reunidas pela investigação.
Segundo os Papiloscopistas Policiais Federais responsáveis, os fragmentos foram processados em laboratório com reagentes específicos, registrados fotograficamente e submetidos ao método ACE-V (Analysis, Comparison, Evaluation and Verification), protocolo internacional que garante confiabilidade e precisão aos resultados.
A individualização dos suspeitos pelas impressões digitais foi determinante para a representação por mandados de prisão e busca e apreensão, autorizados pela 9ª Vara Criminal de Arapiraca.
Com a operação, a PF não apenas interceptou drogas enviadas por correspondência, mas também desarticulou parte da logística criminosa que utilizava o serviço postal como meio de transporte. Caso condenados, os investigados poderão responder por tráfico de drogas, com penas que podem chegar a 15 anos de reclusão.
“Mais uma vez, o trabalho técnico e científico dos Papiloscopistas da Polícia Federal demonstra sua relevância para o enfrentamento à criminalidade. A individualização de suspeitos a partir de fragmentos de impressões digitais exige alto nível de conhecimento e dedicação. Parabenizo os colegas de Alagoas pela excelência na atuação, que foi determinante para o sucesso da Operação Disgrafia e reforça o compromisso da nossa categoria com a segurança da sociedade brasileira.” – PPF Régis, presidente da ABRAPOL