Reconhecimento só foi possível graças à atuação técnica dos Papiloscopistas Policiais Federais, em parceria com o Instituto de Identificação e com a Rede PLID, mesmo sem registro prévio na base biométrica do Estado de Alagoas.
Maceió (AL) – No dia 18 de novembro, papiloscopistas da Polícia Federal em Alagoas realizaram a identificação de um paciente que havia dado entrada como não identificado no Hospital Geral do Estado (HGE). A ação, conduzida pelo Núcleo de Identificação da PF (NID/DREX/SR/PF/AL), demonstra mais uma vez a importância do trabalho especializado dos profissionais de identificação humana, especialmente em situações críticas envolvendo pessoas desacordadas, sem documentos ou possivelmente desaparecidas.
A ocorrência teve início quando o Instituto de Identificação coletou as impressões digitais do paciente, logo após sua classificação como “não identificado”. As digitais foram pesquisadas na base biométrica do Estado de Alagoas, mas não houve correspondência, indicando a inexistência de registro local.
Diante da ausência de resultado, o caso foi encaminhado à Polícia Federal. Os papiloscopistas do NID realizaram perícia papiloscópica minuciosa, confrontando as impressões coletadas no HGE com prontuários civis de outros estados. O procedimento resultou em correspondência positiva com registro existente na Secretaria de Segurança Pública da Bahia, confirmando oficialmente a identidade do paciente, identificado como J.A.J.S.
O laudo papiloscópico concluiu que as digitais coletadas no hospital e aquelas constantes no prontuário baiano pertencem à mesma pessoa, permitindo a restauração da identidade civil do indivíduo.
O caso reforça a relevância do trabalho integrado entre os órgãos de segurança pública e justiça, como o Instituto de Identificação, a Polícia Federal, o HGE e a Rede PLID – Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos, coordenada pelo Ministério Público de Alagoas. A cooperação interestadual, aliada à expertise dos papiloscopistas, amplia significativamente a capacidade de localizar e identificar pessoas em situação de vulnerabilidade.
A ABRAPOL parabeniza os colegas papiloscopistas pela atuação técnica exemplar e reforça o papel fundamental da categoria na proteção da sociedade, na garantia de direitos e no fortalecimento das ações de identificação humana que salvam vidas e amparam famílias. – PPF Régis, presidente da ABRAPOL
