Uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Acre resultou na prisão de um foragido acusado de homicídio ocorrido há quase três décadas. A captura de F.G.S., conhecido pelas alcunhas de “Moído” ou “Marquinhos”, foi realizada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) com apoio decisivo da identificação biométrica.
O crime aconteceu em 17 de abril de 1998, no bairro Preventório, em Rio Branco, quando o adolescente Toni Guedes da Silva, de 15 anos, foi morto a golpes de faca. Desde então, o suspeito permaneceu foragido e utilizava uma identidade falsa para evitar a atuação das autoridades.
Durante um trabalho de revisão de mandados de prisão no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), investigadores localizaram uma ordem de prisão preventiva expedida pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco. A partir daí, a equipe iniciou diligências para localizar o acusado.
As investigações avançaram após a identificação de inconsistências em documentos relacionados a um suposto irmão do suspeito, cuja trajetória documental apresentava indícios de fraude. Diante da suspeita de falsa identidade, a Polícia Civil acionou o Instituto de Identificação do Acre, que, em parceria com a Força Nacional, realizou cruzamentos no sistema estadual ABIS (Automated Biometric Identification System).
As análises de reconhecimento facial e confronto papiloscópico confirmaram que o homem que vivia sob identidade falsa era, na verdade, o foragido procurado pelo homicídio de 1998.
O acusado foi localizado no município de Capixaba, onde atuava como comerciante. Após monitoramento estratégico realizado pelas equipes policiais, ele foi preso e colocado à disposição da Justiça.
O caso demonstra a importância da biometria e da identificação humana no fortalecimento das investigações criminais e na localização de foragidos, mesmo após décadas. A integração entre inteligência policial, análise documental e sistemas biométricos reforça o papel essencial da papiloscopia e das tecnologias de identificação na segurança pública brasileira.
“A identificação biométrica tem se mostrado uma ferramenta fundamental no apoio às investigações e na localização de criminosos que tentam ocultar suas identidades. O trabalho técnico dos profissionais da identificação humana fortalece a segurança pública e contribui diretamente para a efetividade da Justiça”. – PPF Régis, Presidente da ABRAPOL.