Encontro abordou o apoio ao Núcleo de Identificação, procedimentos para preservação da cadeia de custódia e iniciativas de valorização profissional
O presidente da Associação Brasileira dos Papiloscopistas Policiais Federais (ABRAPOL), PPF Régis, reuniu-se nesta segunda-feira (28) com a superintendente regional da Polícia Federal no Amazonas, delegada Danielle de Meneses Oliveira Mady. A visita reuniu a apresentação do trabalho da associação, uma homenagem à superintendente e o diálogo sobre demandas da identificação humana no estado.
Em um momento de homenagem, o presidente da ABRAPOL presenteou a superintendente com uma moeda comemorativa da Identificação Humana. A entrega simbolizou o reconhecimento da associação à gestão regional e à importância de manter a identificação humana em destaque no trabalho da Polícia Federal. Régis também entregou um livro e apresentou iniciativas que expressam diferentes frentes de atuação da ABRAPOL: a produção de conhecimento técnico e científico, a valorização dos Papiloscopistas Policiais Federais e o cuidado com os profissionais da segurança pública.
Uma dessas iniciativas é Perícia Papiloscópica em Perspectiva: Ensaios Científicos e Reflexões sobre Identificação Humana, obra organizada pelo Papiloscopista Policial Federal Daniel da Silva Carvalho. Seus oito capítulos reúnem estudos e reflexões de especialistas sobre temas como informações biométricas, impressões digitais, microbiologia forense, envelhecimento facial e pesquisa científica. O livro mostra a variedade de conhecimentos envolvidos na identificação humana e a contribuição dos profissionais que pesquisam e atuam diretamente nessa área.
A obra foi lançada pela ABRAPOL na Biblioteca do Senado Federal, em 26 de maio, ao lado de A Necropapiloscopia no Contexto dos Desastres em Massa, do Papiloscopista Policial Federal Marco Antonio de Souza. Baseado na experiência em operações de identificação de vítimas de desastres, esse segundo livro aborda a evolução dos métodos empregados pela Polícia Federal, a adoção de protocolos internacionais e os desafios humanos enfrentados pelas equipes. O trabalho destaca que identificar uma vítima também significa oferecer uma resposta às famílias e preservar a dignidade da pessoa humana.
Para a ABRAPOL, promover o lançamento dessas obras no Senado Federal foi uma forma de ampliar a circulação do conhecimento produzido pelos Papiloscopistas Policiais Federais e dar visibilidade à importância da identificação humana para a sociedade.
A associação também apresentou o propósito de Além da Missão – Saúde Integral no Ambiente Policial. Construído com a colaboração de cerca de 50 autores, entre profissionais da segurança pública e da saúde, o livro reúne reflexões sobre saúde física e emocional, família, qualidade de vida e os desafios da atividade policial. A obra convida o leitor a olhar para o servidor para além de suas atribuições, reconhecendo a pessoa que existe por trás da missão. Já o Pão Diário acrescenta a essa dimensão humana um convite à pausa, à espiritualidade e ao fortalecimento pessoal no cotidiano.
Além da apresentação dessas iniciativas, a reunião tratou de questões práticas relacionadas à Papiloscopia no Amazonas. A ABRAPOL abordou as atribuições dos Papiloscopistas Policiais Federais e solicitou atenção e apoio ao Núcleo de Identificação da PF no estado. A superintendente reconheceu a importância das perícias realizadas por esses profissionais e afirmou que acompanhará as necessidades do núcleo.
Outro tema levado pela associação foi a proposta de estabelecer procedimentos para preservar a cadeia de custódia dos materiais recolhidos em flagrantes no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. A preocupação inclui a conservação de possíveis impressões digitais em invólucros de drogas apreendidas, permitindo que esses vestígios sejam examinados adequadamente. Segundo Régis, a superintendente deu encaminhamento inicial ao assunto e pediu à papiloscopista Larissa, recém-chegada à unidade e presente no encontro, que acompanhasse a demanda. Saiba mais sobre a nova geração de PPFs.
Danielle de Meneses Oliveira Mady também destacou a importância do trabalho dos Papiloscopistas Policiais Federais e reconheceu a presença da ABRAPOL junto aos profissionais e nas iniciativas que apoia. Para a associação, o encontro abriu espaço para manter um diálogo próximo com a nova gestão, tanto sobre a valorização da identificação humana quanto sobre as necessidades concretas do Núcleo de Identificação no Amazonas.
“Foi uma oportunidade importante para apresentar o trabalho da ABRAPOL, fortalecer o diálogo institucional e reafirmar nosso compromisso com a valorização dos Papiloscopistas Policiais Federais e com o fortalecimento da identificação humana em todo o país.” — PPF Régis, presidente da ABRAPOL.


