Trabalho de papiloscopistas permitiu confirmar a identidade de homem encontrado em Aracaju e reforça a importância da identificação humana na localização de pessoas desaparecidas.
A Polícia Científica de Sergipe identificou um homem que estava desaparecido havia quatro anos no estado de São Paulo. A confirmação foi possível por meio da análise de impressões digitais coletadas no Hospital São José, em Aracaju, onde ele recebia atendimento. O caso foi divulgado nesta terça-feira, 13 de outubro, pela Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE).
O trabalho teve início após uma solicitação do Núcleo de Desaparecimentos. O homem permanecia em pontos de ônibus do bairro 13 de Julho, na capital sergipana, e não havia sido identificado até a atuação da equipe especializada.
Segundo o papiloscopista Marcos Andrade, coordenador do atendimento a pessoas em situação de rua, a coleta das impressões digitais foi realizada quando o homem apresentava condições para o procedimento.
Após a coleta, os profissionais solicitaram o apoio de papiloscopistas de São Paulo, para onde o material foi encaminhado. A cooperação entre as equipes permitiu confirmar a identidade do cidadão e avançar na apuração do desaparecimento.
Identificação humana e garantia de direitos
Com a identidade confirmada, as informações foram repassadas à autoridade policial responsável pelo caso e à assistência social, para avaliação das providências necessárias ao atendimento e ao acesso a direitos e serviços públicos.
De acordo com Marcos Andrade, a equipe recebe, em média, de cinco a seis solicitações diárias relacionadas à identificação de pessoas em situação de rua, muitas delas encaminhadas pela assistência social.
A ocorrência demonstra como a perícia papiloscópica pode contribuir para a localização de pessoas desaparecidas, especialmente em situações nas quais o indivíduo não consegue informar seus próprios dados ou permanece distante de sua família por longos períodos.
Além da identificação de pessoas vivas, a papiloscopia também atua na identificação de cadáveres sem identificação conhecida e na análise de impressões digitais encontradas em locais de crime, fornecendo elementos técnicos importantes para investigações policiais.
Cooperação entre estados fortalece as buscas
O caso evidencia a importância da integração entre os órgãos de identificação e segurança pública de diferentes estados. A troca de informações e o apoio técnico entre profissionais ampliam as possibilidades de identificação de pessoas encontradas fora de sua região de origem.
Nesse contexto, o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, constitui uma ferramenta de integração de informações sobre desaparecimentos registrados no país, contribuindo para a articulação das instituições envolvidas nas buscas.
A ocorrência reforça a relevância do trabalho dos papiloscopistas e da identificação humana como instrumentos de apoio à investigação, à localização de pessoas desaparecidas e à garantia de direitos.
Fonte: Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE).