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Domingo, 11 Maio 2014 11:25

MUITO ALÉM DE IMPRESSÕES DIGITAIS

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Aproximadamente 450 corpos identificados. Este número impressionante refere-se ao trabalho desenvolvido por instituições de segurança pública após a tragédia ocorrida no interior do estado do Rio de Janeiro na segunda quinzena de janeiro de 2010. Os papiloscopistas da PF tiveram participação relevante nas atividades.

Aproximadamente 450 corpos identificados. Este número impressionante refere-se ao trabalho desenvolvido por instituições de segurança pública após a tragédia ocorrida no interior do estado do Rio de Janeiro na segunda quinzena de janeiro de 2010. Os papiloscopistas da PF tiveram participação relevante nas atividades.

O trabalho de identificação dos corpos reflete o tamanho do desastre. Por solicitação da Secretaria Nacional de Segurança Pública – Senasp, foram escalados três Papiloscopistas Policiais Federais, duas peritas papiloscópicas da Polícia Civil do DF, um papiloscopista da Polícia Civil de Goiás e dois médicos da Polícia Civil do DF. O grupo dividiu-se, ficando uma equipe na cidade de Teresópolis e outra em Nova Friburgo Nova Friburgo.

Durante duas semanas seguidas, os profissionais trabalharam na identificação das vítimas em jornadas de trabalho que ultrapassaram 12 horas diárias, de oito da manhã às oito da noite em média. Em um ginásio de uma escola em Nova Friburgo foi montado uma Instituto Médico Legal de campanha. Os corpos eram trazidos para o ginásio da escola pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Após os exames de necropsia recebiam número identificador e eram fotografados, coletadas as impressões digitais e extraído material para exame de DNAe arcada dentária.

“Por ser uma área não muito prazerosa de se trabalhar, por Motivos óbvios, “somente alguns se oferecem ou aceitam trabalhar nela” ressalta a PPF Luciene

Marques que fez parte da equipe. A sua citação revela a dificuldade em se encontrar profissionais que queiram trabalhar no setor, ainda mais em se tratando de uma tragédia de grande proporção.

O ritmo de trabalho extenuante exigiu paciência e dedicação dos profissionais, pois havia dificuldade em alguns tipos de cadáveres, que estavam em adiantado estado de decomposição. “Na realidade, quase não dá tempo de se emocionar ou parar para pensar no ocorrido” diz a PPF Luciene, referindo-se ao estado de espírito imposto pela demanda das famílias das vítimas.

Os papiloscopistas tiveram que enfrentar, além do trabalho técnico, as pressões de pela familiares das vítimas na liberação e identificação de corpos. “É realmente difícil manter o auto-controle emocional em casos assim e não se envolver no sofrimento das pessoas” esclarece o PPF Clemil Araújo, que atuou em Teresópolis.

 
Lido 22213 vezes Última modificação em Terça, 16 Dezembro 2014 17:11

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