A Perita Papiloscopista aposentada da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Dênia Coelho, de 61 anos, foi um dos grandes destaques da delegação brasiliense no World Police and Fire Games (WPFG) — os Jogos Mundiais de Policiais e Bombeiros.
O evento, realizado entre os dias 27 de junho e 6 de julho, reuniu servidores da segurança pública de todo o mundo. Representando o Brasil e a PCDF, Dênia conquistou nada menos que oito medalhas de ouro nas provas de atletismo, consolidando-se como uma das maiores medalhistas da delegação.
Esta foi a sexta participação da papiloscopista no WPFG, o que demonstra sua dedicação contínua ao esporte mesmo após a aposentadoria em 2023. No entanto, sua trajetória vai além das conquistas nas pistas: é também um exemplo de superação.
Em 2022, enquanto se preparava para a edição dos jogos em Rotterdam, na Holanda, Dênia foi diagnosticada com câncer de mama. Diante do impacto da notícia, pensou em desistir da competição. Contudo, ao entregar os uniformes da corporação, encontrou forças para continuar.
Passou por radioterapia — tratamento cujos efeitos colaterais incluem dores musculares intensas — e enfrentou todo o processo com coragem e perseverança. Atualmente, está em remissão da doença e segue ativa no esporte.
“Toda vez que eu chego lá [na médica], ela me questiona sobre as dores. Aí, eu falo para ela: ‘Zero dor, eu não tenho dor, não sei o que é isso (…) ela comenta que só pode ser por conta do exercício’”, complementa a atleta.
Funcionária da PCDF desde 1996, Dênia já praticava corrida antes mesmo de ingressar na instituição, mas foi a partir de 2013 que passou a se dedicar ao atletismo competitivo. Desde então, participou de quatro maratonas e mais de 30 provas de 10 km.
Hoje, mesmo aposentada, treina diariamente com a Equipe Tornado de Atletismo e com a equipe de atletismo da própria PCDF. Nos dias em que não corre, realiza treinos de musculação para fortalecimento muscular.
Os Jogos Mundiais de Policiais e Bombeiros ocorrem a cada dois anos e reúnem profissionais da segurança pública de diversos países. Em todas as edições que participou, Dênia conquistou medalhas e, segundo ela, uma em especial tem um significado profundo:
“Cada medalha tem um peso, mas a mais especial foi depois do câncer. Saber que o corpo respondeu, que o esforço valeu a pena, me fez ter ainda mais orgulho de mim.”
A ABRAPOL parabeniza a colega pela brilhante trajetória e por representar com tanto empenho e excelência os papiloscopistas e a segurança pública brasileira no cenário internacional. Seu exemplo inspira toda a categoria.
